Conheça o payara: o peixe vampiro da Amazônia O payara (Hydrolycus armatus) é um lendário predador nativo das bacias amazônica

O payara (Hydrolycus scomberoides), conhecido como peixe vampiro, é um dos predadores mais icônicos da Amazônia. Reconhecido por suas presas alongadas que saem da mandíbula inferior, o payara pode ultrapassar um metro de comprimento e pesar até 16 kg. Vive em águas rápidas, onde caça peixes menores com incrível agilidade e dentes afiados. Pescadores esportivos de todo o mundo viajam à Amazônia em busca da experiência única de fisgar esse peixe poderoso. Apesar de sua aparência ameaçadora, o payara é essencial para o equilíbrio ecológico do rio. Encontrá-lo, seja em mergulhos ou na pesca, é testemunhar a força e a beleza selvagem da vida aquática amazônica.

O payara (Hydrolycus armatus) é um lendário predador nativo das bacias amazônica e do Orinoco, incluindo o rio Xingu. Frequentemente chamado de “peixe vampiro”, essa criatura desperta admiração e respeito entre os pescadores em todo o mundo.

1. Por que recebeu esse nome
O payara possui dois dentes curvos na mandíbula inferior que podem crescer até 10–15 cm de comprimento — tão grandes que o peixe desenvolve bolsões especiais na mandíbula superior para acomodá-los quando a boca está fechada. Esses dentes temíveis são usados para perfurar e segurar a presa, rendendo apelidos como “peixe-tigre de dentes-de-sabre”, “caracídeo dente-de-cão” e “lobo da água”.

2. Tamanho e força
Especimens selvagens comumente medem de 60 cm a 90 cm de comprimento e pesam entre 4,5 e 16 kg. O maior indivíduo registrado chegou a impressionantes 18 kg. Os payaras são construídos para a potência: corpos prateados e aerodinâmicos, nadadeiras caudais em forma de leque para aceleração rápida e musculatura robusta adequada para nadar em piscinas profundas com correnteza intensa.

3. Habitat e comportamento
Esses peixes preferem águas rápidas e ricas em oxigênio, frequentemente encontradas em corredeiras, poços profundos e trechos rochosos de rios no Brasil, Venezuela, Colômbia, Peru e Equador. São predadores ativos — costumam caçar piranhas e outros peixes de quase metade de seu próprio tamanho, às vezes expulsando competidores só para limpar a área de caça.

4. Desafio para pescadores com mosca
Para os pescadores com mosca, o payara é icônico — e notoriamente difícil. Conhecido como um dos peixes de água doce que mais impacta na América do Sul, ele oferece ataques explosivos e investidas poderosas, muitas vezes saltando ou despegando o anzol devido à força de sua mandíbula. Os pescadores costumam apostar em manhãs cedo ou finais de tarde, em redemoinhos e estruturas profundas, usando moscas grandes com brilho, linhas sink-tip e líderes reforçados devido à dentição afiada.

5. Mistério e conservação
Apesar de bem conhecido entre os pescadores, a biologia do payara ainda guarda mistérios — seus hábitos reprodutivos, ciclos migratórios e tendências populacionais permanecem pouco documentados. Ainda não foi totalmente avaliado quanto ao seu status de conservação.

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